Grace Chatto, do Clean Bandit, fala sobre “Symphony” pro Topsify Brasil ◂ Zara Larsson Brasil


Grace Chatto, do Clean Bandit, fala sobre “Symphony” pro Topsify Brasil

Grace Chatto, do Clean Bandit, fala sobre “Symphony” pro Topsify Brasil



Recentemente o Topsify Brasil entrevistou Grace Chatto do Clean Bandit, para falar sobre os seus hits incluindo “Symphony“, parceria com a nossa Zara Larsson. Confira abaixo.

“Symphony” é o terceiro single de vocês que chega ao número 1 da Billboard. Como é a sensação de ver a faixa seguir o mesmo caminho de “Rather Be” e “Rockabye”?

Muito boa! Elas são bem diferentes uma da outra, e fico muito feliz da banda ter gostado de todas elas. “Symphony” é um pouco mais emocional, é um pouco mais épica por causa da introdução – essas são algumas das coisas que a gente está testando agora. Então estamos bem felizes que ela tem se saído bem. Tocar ela ao vivo é bem divertido, porque fazemos quase que um remix no fim onde ela fica bem mais dançante.

Você sabia que a faixa ia ser um hit tão rápido assim? “Symphony” não é tão parecida com o o que a gente tá acostumado a ouvir nos charts…

Você nunca tem como saber se uma música vai ser um hit ou não. Nós nunca criamos expectativas nisso. Você sempre espera que a música vá ser popular, mas nunca se sabe (risos). Acho que a melodia que passa por ela, que o Jack escreveu, é muito contagiante. É parecida com o que a gente usa em “Rather Be”, a melodia de violino (que a gente usa em quase todas as nossas músicas) e os sons delicados que combinam com a bateria forte dão uma vida pra faixa.

E como vocês criaram o conceito do clipe?

Com tudo acontecendo no mundo no momento, especialmente na América e essa onda de fascismo na Europa, especialmente no Reino Unido, nós queríamos fazer um clipe com mais significado do que sei lá, uma colagem de pessoas se divertindo e dançando (risos). Nós queríamos algo que contasse uma história, que tivesse um significado. Então só decidimos fazer essa história sobre um casal. Nós queríamos que o vídeo fosse bem emocionante, então pegamos uma história triste que funcionasse com a letra.

Nós selecionamos dois atores negros pro elenco pra ser o casal, por ser algo não tão comum na cultura mainstream. Foi bem interessante assistir o produto final e a reação tão natural e maravilhosa. Foi realmente a primeira vez que a gente trabalhou com atores profissionais e fizemos testes com vários atores pra selecionar dois. Geralmente só pegamos alguém que a gente já conheça, mas como esses eram papéis grandes, trabalhamos com atores profissionais e diretores. Essa é uma coisa nova pra nós, mas eles conseguiram fazer bem mais com o que a gente tinha criado.

Como foi o processo criativo pra escrever “Symphony”?

Começou com aquela melodia que você ouve logo no começo. E depois virou meio que uma balada, só com piano e voz. A gente escreveu ela juntos, a gente gosta de focar no instrumental e nos vocais. Pras letras geralmente chamamos um letrista ou poeta, e em “Symphony” chamamos a Ina Wroldsen, que é uma compositora e cantora maravilhosa. Originalmente, o refrão era completamente diferente, e nós mudamos ele pra ter um significado completamente diferente do que era no começo.

Nem tenho certeza de como explicar, mas hoje é uma canção de amor. Antes era meio que uma música de término, uma balada, mas a gente queria deixar ela mais dançante, então começamos experimentar adicionando percussão. Isso foi bem difícil, nós criamos tantas batidas diferentes que acabamos chegando um resultado bem feliz. A gente queria fazer o tipo de música que você pode ouvir chorando mas também dançar. Algumas músicas são rápidas de fazer e outras levam meses e meses, mas aquela (Symphony) realmente levou bastante tempo do começo ao fim.

Você acha que os elementos da música clássica fazem as pessoas ouvirem o som de vocês de uma maneira diferente?

Acho que com “Rather Be”, quando saiu, isso realmente foi interessante pras pessoas vendo aquela música que ficou muito popular nos charts. Acho que as pessoas se interessaram por isso. Várias crianças e pais vieram dizer que começaram a tocar violino e cello, isso me deixa muito feliz. E “Symphony” também – nós construímos ela pra ter quase que um feeling orquestral, bem diferente do formato com quarteto de cordas. Foi muito legal fazer ela assim, mas ao mesmo tempo acho que esse formato orquestral é bem mais comum na música pop do que as linhas individuais de violino e cello.

Caso queira ler a entrevista completa, clique aqui.